.::. ALL RIGHT PENOSO!!! - La Pupuña

www.myspace.com/lapupuna
» Lançamento: Ná Music

[ouvir] La Pupuña - São Domingos do Surfe


Não é de hoje que Belém se destaca por sua produção musical. Terra da guitarrada, do carimbó, do tecnobrega, do fenômeno Calypso e das ‘Aparelhagens’, o Pará vive um momento de efervescência, e o sexteto La Pupuña é dos exemplos mais emblemáticos dessa riqueza sonora. Legítima representante da nova safra, a banda experimenta combinações inusitadas e lança seu primeiro CD recheado por ritmos tradicionais liquidificados pela tal globalização: surf music com carimbó, tecnobrega com influências caribenhas, bom humor, pitadas de psicodelismo e pegada rocker.

Fruto de uma pesquisa universitária sobre a guitarrada, realizada por Luiz Félix (voz e guitarra), o grupo surgiu em 2004 quase que por acaso: o sucesso repentino nas rádios de Belém de uma única faixa ‘obrigou’ Félix a formar oficialmente o La Pupuña. A boa nova logo ganhou a estrada e o primeiro show de verdade da banda foi no conceituado Festival Rec Beat, em Recife, durante o Carnaval de 2005.

[ link original da crítica na Tribuna do Norte ]


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.::. ONOFFRE MACHINE - Onoffre

www.myspace.com/onoffre
» Lançamento: Independente

[ouvir] Onoffre - Mofo


Disco de estréia é sempre uma incógnita, ainda mais quando artistas distintos se juntam para produzir algo realmente novo: será que é um projeto filho único? Será um novo nome no cenário da música potiguar? Na verdade, pouco importa para a dupla Luiz Gadelha e Gabriel Souto, o grande lance do Onoffre é dar vazão a tempestade criativa. Com letras solo de Gadelha, ou em parceria com Simona Talma, Khrystal, Carlos Gurgel e Valéria Oliveira, o CD “Onoffre Machine” (nome que brinca com o liga/desliga das máquinas) tanto leva à reflexão sobre o espaço-tempo das relações (com o próximo, com a cidade e com as origens) como proporciona momentos dançantes.

A voz aguda de Luiz Gadelha – por vezes processada digitalmente – se funde às batidas eletrônicas de Gabriel Souto, e faz a diferença entre outros projetos semelhantes devido à doçura com que o som chega ao ouvinte. Longe de ser repetitivo, risco que todo projeto eletrônico corre, Onoffre chega para agitar as pistas.

[ link original da crítica na Tribuna do Norte ]


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www.myspace.com/triopoucachinfra
» Lançamento: Independente

[ouvir] Trio Pouca Chinfra - Todynho pro Mago


Samba que se preza tem que ter aquele ar de roda, de boteco, de intimidade, de cantoria coletiva e, claro, de alegria. Os pernambucanos do Trio Pouca Chinfra e a Cozinha, que de trio não tem nada uma vez que a banda é formada por dez músicos (às vezes até mais!), sabem onde pisam e apresentam uma sonoridade calcada nas raízes do mais brasileiro dos ritmos.

Neste primeiro registro, de apenas quatro faixas, o grupo passeia pelo universo etílico, joga bilhar, tira onda com o garçom e com o amigo, busca inspiração nas musas, chora as desilusões instantâneas e manda ver no bom humor que sempre cercam as animadas, e desencanadas, reuniões. Com cadência e sofisticação, o Pouca Chinfra faz parte da nova geração que busca manter acesa a chama da tradição dos bons e velhos sambistas imortalizados pelo imaginário sonoro tupiniquim.

[ link original da crítica na Tribuna do Norte ]


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www.myspace.com/dusouto
» Lançamento: Independente



O aguardado segundo disco da banda potiguar DuSouto dá seus primeiros sinais de vida com as cinco músicas do EP “Malokero High Society”. Mais globalizado e menos embalado que o trabalho anterior, “Malokero...” brinca com a semelhança sonora de palavras e expressões como na faixa de abertura “Old Par” – que faz uma ligação inusitada da bebida de origem escocesa com um velho par de sandálias. Além da verve dançante e do já conhecido bom humor do trio Paulo Souto (baixo e voz), Gustavo Lamartine [foto] (guitarra e voz) e Gabriel Souto (bases eletrônicas e efeitos), a malemolência típica da banda continua norteando as composições.

Destaque para o single “Outro Dia”, que traz a principal novidade auditiva dessa nova fase: a inclusão certeira de um cavaquinho envenenado por elementos da música eletrônica. Para matar a curiosidade, o selo Coletivo Records (www.coletivorecords.blogspot.com) lançou o single para download.

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.::. AURORA [EP] - Pocilga DeLuxe

www.myspace.com/pocilgadeluxe
» Lançamento: Selo Oink

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Pocilga DeLuxe - Tique


“Aurora” traz apenas seis faixas, mas é o suficiente para comprovar que o quarteto pernambucano Pocilga DeLuxe está no caminho certo. Com um visual, digamos, puxado para o estilo nerd de ser e uma sonoridade rocker básica, que ganha texturas interessantes a partir da inclusão de flautas, piano e metais, a banda busca inspiração nos personagens da urbanidade recifense – pontes, rios, metrô – e no amor idealizado. Apesar de ser o trabalho de estréia do grupo, formado por Pedro Parini (guitarra), André Balaio (voz e principais composições), Marina Adeodato (baixo e flauta) e Alexandre Da Maia (bateria), apresenta maturidade artística e personalidade nos arranjos.

Os músicos Pi-R (piano, órgão e sintetizadores) e Tomaz (cordas e metais) completam o time. Destaque para “Tique”, interpretada por Marina, e a tragicômica “Amor de Cemitério”, letra que narra a história de um amor proibido cujo final é feliz mesmo com uma das partes a sete palmos de terra.

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.::. DEAD POP - Plastique Noir

www.plastiquenoir.net
» Lançamento: Pisces Records

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Plastique Noir - Imaginary Walls


Não dá para negar, a banda cearense Plastique Noir lembra – e muito – o conceito sonoro adotado pela turma do The Cure, The Smiths e adjacências vintages. Para ficar ainda mais próximo das referências, todo o repertório do grupo é em inglês, o timbre ‘dark’ na voz nos remetem aos saudosos anos 1980 e as interferências eletrônicas também comprovam a origem da fonte: o rock inglês e o britpop – constatação que, em parte, contraria a tradução do próprio título do álbum.

Formada por Airton S. (bateria e voz), Max Bernardo (teclado e sintetizadores), Márcio Mäzela (guitarra) e Danyel A. (baixo e samples), a Plastique Noir soa cosmopolita e a cada faixa de “Dead Pop” percebemos ser a trilha sonora perfeita para uma, parafraseando Renato Russo, festa estranha com gente esquisita. Gravado em Fortaleza, o disco chega ao mercado com qualidade profissional mas peca por trazer uma encarte inteiramente em língua estrangeira.

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www.myspace.com/adrianoazambuja
» Lançamento: Independente



Com direito a todos os rifs, solos e improvisos a que tem direito, o potiguar Adriano Azambuja chega ao segundo disco cheio de “Gás” – não por acaso o título da faixa de abertura de seu segundo CD “Ákousma”. A sugestiva palavra significa “alucinação auditiva” e sintetiza a intenção da Azambuja em levar o ouvinte a experimentar os vários timbres da melhor companheira de qualquer guitar hero. Fazendo dobradinha com o artista visual e músico Joca Soares, Adriano Azambuja & Os Criticados buscam inspiração no rock progressivo, no universo psicodélico e na geração beatnik.

Por vezes cru e básico, o rock do quarteto tropeça na interpretação de boas letras reflexivas mas ganha força quando processada eletronicamente. Influenciada por nomes de ‘guitarreros’ como Buddy Guy, Jimmy Page, Lúcio Maia, Beto Guedes e Sérgio Dias, a banda segue a tendência mundial de aproveitar a rede para disseminar sua música e disponibiliza o álbum para download. (link do MySpace).

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.::. GUARDALOOP - Guardaloop

www.myspace.com/guardaloop
» Lançamento: Independente



O sempre fértil mangue de Olinda dá nova cria sonora, desta vez capitaneada pelo baterista Hugo Carranca. Conhecido por tocar com outros nomes da tribo pernambucana como Naná Vasconcelos, Bonsucesso Samba Clube e Otto, Carranca montou um time de primeira para dar vida à sua coleção de sons “Guardaloop”: uma coisa meio dub-afrofunk-samba-e-carimbó. Em 2008, o músico convidou Erasto Vasconcelos, Maciel Salu, e amigos das bandas Eddie, Nação Zumbi, Academia da Berlinda e Mundo Livre, para materializar as idéias que juntava há algum tempo e o resultado deu tão certo que um novo disco já está sendo preparado ainda para este ano.

E quem achou que já tinha ouvido de tudo um pouco, basta dar uma nova chacoalhada que logo surgem boas surpresas para fazer a festa em qualquer pista. A banda formada por Carranca (bateria/sampler), Igor San (baixo), Marquinhos (voz), Iberê (teclados) e Vitor Magall (guitarras).

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.::. RENATO GODÁ - Renato Godá

www.renatogoda.com.br
» Lançamento: Rob Digital

[ouvir] Renato Godá - O que você quer eu não sei


O paulista Renato Godá chega ao mercado com um disco cheio de personalidade, blues e melancolia. As sete faixas exalam programas noturnos, madrugadas de boemia, amores fulminantes, desilusão, cigarros, bebida e, a sempre por perto, solidão. Apostando no clima soturno, Renato Godá cria letras recheadas por relacionamentos tórridos e reflexões que ganham uma pegada interessante na voz grave e sussurrada do cantor.

Com um repertório de musicalidade heterogênea, apesar de beber na mesma fonte do blues e do country blues, o artista personifica todas as fases de alguém que se lança a uma vida desregrada cheia de altos e baixos astrais – como um filme que começa animado, cria expectativas e termina patinando nas próprias lágrimas e lamentações. A direção musical é assinada pelo produtor Apollo 9, também responsável por projetos de Rita Lee, Otto e Nação Zumbi.

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.::. ARAPUÁ NO CABELO - Carlos Zens

www.carloszens.com.br
» Lançamento: Independente

[ouvir] Carlos Zens - Calango da Praia


O recente CD do instrumentista Carlos Zens (quarto da carreira) é uma verdadeira ode à boa música nordestina, tem de tudo um pouco: forró, xote, xaxado, baião e outros estilos mais cosmopolitas que influenciam diretamente a música do flautista como o choro e o jazz. Há algum tempo ensaiando seu lado de intérprete, neste álbum Zens assume de vez a condição de dono da voz principal. Ele também divide o microfone com outros nomes do universo da música potiguar como o experiente Chico Elion, Diana Cravo, Walkyria Mendes, Lene Macedo e Luciane Antunes.

“Arapuá no Cabelo” vem recheado por 15 músicas, boa parte compostas pelo próprio músico e pelos parceiros J. N. Maciel e Petrônio Aguiar, que trazem à tona imagens rurais e sertanejas... um clima interiorano que conforta e envolve o ouvinte. Carlos Zens faz parte da turma que construiu a carreira e conquistou espaços pela via da competência artística e da persistência empreendedora.

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www.robdigital.com.br
» Lançamento: Rob Digital

[ouvir] Javier Ruibal (Espanha) - Perla de la Medina


A riqueza da música mediterrânea, que engloba influências da sonoridade africana, moura, oriental e européia, é apresentada nas 15 faixas do CD “Mediterranean Café Music”. O disco, lançado pela gravadora e distribuidora Rob Digital dentro da coleção Rough Guide World Music, faz um passeio pela Itália, França, Espanha, Israel, Argélia, Turquia, Marrocos, entre outros países da região, e confere uma gama de possibilidades auditivas que surpreende quem não está acostumado com sotaques diferentes.

Sofisticado e tribal, dançante e reflexivo, o repertório – compilado pelo produtor inglês Dan Rosenberg – costura uma teia musical formada ao longo de séculos de história e firmada através de marinheiros viajantes e mercadores que circularam pelo Mar Mediterrâneo desde antes dos tempos das Cruzadas.

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.::. JÚLIA SAYS [EP] - Júlia Says

www.myspace.com/juliadisse
» Lançamento: Independente

[ouvir] Júlia Says - Mohamed Saksak


A dupla Júlia Says, que apesar do nome feminino é formada por Pauliño (guitarra, voz e efeitos) e A. Diego (bateria e efeitos), busca inspiração no experimentalismo e na tecnologia. Apostando em uma sonoridade eletrônica, que escolta letras modernosas e bem distantes do lugar comum, a banda chama atenção pelo clima urbanóide presente nas cinco faixas deste EP homônimo (primeiro trabalho lançado pela banda, criada em 2007).

Apesar de criativos e da boa pegada musical um tanto alienígena, diga-se de passagem, a dupla – considerada revelação no festival Rec Beat de 2008, evento realizado durante o Carnaval em Recife – peca pelo excesso de efeitos registrados no CD que nem sempre são devidamente traduzidos nas apresentações ao vivo. Outro ponto que precisa ser melhor desenvolvido é a performance vocal de Pauliño: aquém da massa sonora produzida. Essa deficiência é superada quando a voz é processada no computador antes de ir para as caixas.

[ link original da crítica na Tribuna do Norte ]


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