www.robertasa.com.br
» Lançamento: MP, B Discos

Potiguar de nascimento e carioca de coração, a cantora Roberta Sá faz jus ao título de nova musa da MPB com o álbum “Pra se ter Alegria – Ao Vivo” – uma pérola que agrada qualquer ouvinte incauto desde o primeiro até o último acorde. Logo na primeira música, “O pedido”, ela deixa bem claro que não está ali por acaso e diz: “... atendi teu pedido e vim, oi...”.

Com participações especiais de Marcelo D2, do instrumentista Hamilton de Holanda e do cantor e compositor Pedro Luís (seu parceiro na vida e na música), o disco faz um apanhado de todo o repertório da artista já registrado em trabalhos anteriores e desmistifica de vez aquele papo de que Roberta só faz sucesso nas rodinhas ‘cult’: sua música é acessível, um samba-pop na medida certa – tanto que a gravação ao vivo deixa transparecer a participação exaltada do público em todas as 14 faixas, sendo que destas, apenas “Agora sim” é assinada pela intérprete. O show “Pra se ter Alegria” também virou DVD e tem direção musical, produção e arranjos de Rodrigo Campello. Garanta já sua trilha sonora para qualquer ocasião.

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.::. AZUL CLARO - Isaar França

www.myspace.com/isaar
» Lançamento: Independente

Depois de acumular experiências bem sucedidas em projetos coletivos, como a banda Comadre Fulôzinha, e de outros artistas, como DJ Dolores & Orchestra Santa Massa no disco “Contraditório” (2002), estréia do DJ sergipano radicado no Recife, Isaar França vem cheia de moral no primeiro disco solo “Azul Claro”. Cantora e compositora de mão cheia, Isaar apresenta um trabalho maduro e cosmopolita, repleto de referências e flertes com os mais diversificados estilos.

Como não poderia deixar de ser, em nenhum momento deixa de lado a tão festejada regionalidade crossover pernambucana: maracatu e ciranda se fundem a pegadas da guitarrada paraense, instrumentos eruditos, metais e barulhos estranhos (no melhor sentido da palavra) para materializar uma sonoridade de difícil definição – e nem precisa: a música de Isaar descarta rotulações herméticas e faz o corpo sacolejar sem perceber. Com sua voz estridente e ao mesmo tempo delicada, sempre bem colocada, a artista foi contemplada pelo Projeto Pixinguinha 2008 e as novidades não vão tardar a reverberar por essas bandas.


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www.sobrepalavras.com.br
» Lançamento: Projeto Pixinguinha

Boa surpresa da novíssima safra da música brasileira, a dupla formada pela cantora Verônica Ferriani e pelo violonista e compositor Chico Saraiva chega ao circuito com o sofisticado e bem produzido “Sobre Palavras”. Com participações luxuosas do paraibano Chico César, do flautista Carlos Malta e do sanfoneiro Toninho Ferragutti, o disco traz à tona a sensível poesia de Mauro Aguiar (que assina todas as 13 faixas) e comprova que o poço fértil da sonoridade brasileira é inesgotável. Tem de tudo um pouco em “Sobre Palavras”: xote, xaxado, samba, pop, concretismo, introspecção entre outras sensações.

Gravado com recursos da Fundação Nacional de Artes – Funarte / Ministério da Cultura, o CD foi contemplado pelo Projeto Pixinguinha 2008 e vem marcado por um detalhe interessante: foi a primeira experiência de Chico Saraiva em compor a partir de palavras (daí o nome do disco). “Sempre fiz primeiro a música para depois encaminhá-la a um letrista”, escreveu o músico. “Chico deu alma nova à voz refém da folha de papel (...) e Verônica desatou nossos nós”, completa Mauro Aguiar.

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.::. NOSTALGIA - Experiência Ápyus

www.experiencia.apyus.com
» Lançamento: DoSol Records

Formada por Marlos Ápyus (voz, violão e principal letrista), Gil Oliveira (voz e percussão), Lipe Tavares (baixo), Raphael Bender (bateria) e Ticiano D’Amore (guitarra), a banda potiguar Experiência Ápyus faz parte do hall daquelas que tem o que falar – porém, apesar de inspiradas, boa parte das letras traz à tona assuntos internos do círculo a que pertence, deixando o público meio deslocado e curioso pela contextualização das idéias. Longe de soar garageira, o grupo impõe qualidade musical ao resultado final de “Nostalgia”, que, inclusive, traz encartado o DVD “Meio Rock and Roll Ao Vivo”.

Gravado no Megafone Estúdio, sob o comando de Eduardo Pinheiro, o disco é ilustrado pelo trabalho do designer Caio Vitoriano e apresenta boas parcerias de Marlos com o jornalista Rodrigo Levino e Eider Rodrigues (da banda Brigitte Beréu). O quinteto já tem engatilhado novo lançamento – o CD “Volta por cima”, onde faz releituras de músicas conhecidas do grande público –, e participa hoje (sábado, 21), na Casa da Ribeira, da etapa Música Contemporânea do Festival
DoSol 2009.

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.::. ORGÂNICO - Sonic Junior

www.myspace.com/sonicjunior
» Lançamento: Independente

Sensação do Festival Mada 2009, a ‘banda de um homem só’ mostra com quantos batuques se faz boa música. Em “Orgânico”, Juninho eleva o projeto solo Sonic Junior aos mais altos patamares do circuito da música independente brasileira. ‘Dividindo’ o palco com ele mesmo, mister José Carlos Duarte de Barros Junior surpreende até o mais incrédulo dos ouvintes: enquanto canta e solta bases eletrônicas, assume a bateria e corre para a percussão – um ciclo frenético que se alterna a todo instante.

Neste quarto CD, com 10 faixas, expressa suas múltiplas facetas e renova-se ao experimentar novos conceitos e novas tendências. “É música para o organismo se manifestar”, define o alagoano atualmente radicado no Recife. Contabilizando prêmios como o de melhor disco de Música Eletrônica (Revista Dynamite) e indicações para o prêmio de melhor vídeo clipe Música Eletrônica no VMB da MTV, Juninho desembarca em Natal no próximo dia 25 para receber o título de “Cidadão Rocker Potiguar” e, de quebra, faz show no Galpão 29, Ribeira, no próximo sábado (28).

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.::. VERSO ALEGORIA - Moisés Santana

www.myspace.com/moisessantana
» Lançamento: Lua Music

Cheio de energia e cadência, boas letras e muita personalidade, o cantor e compositor paulista Moisés Santana apresenta um disco sofisticado e pop. Sem apelar para clichês ou forçar a barra para soar radiofônico, o artista (que assina 13 das 15 faixas do CD “Verso Alegoria”) coloca na mesa uma poesia maturada, pronta para ser degustada por ouvintes exigentes de todas as idades. Com momentos de romantismo, pitadas eletrônicas, nordestinas e experimentais, passeios pelo samba e pelo rock, entre outros ingredientes, Santana materializa um repertório diversificado e devidamente alinhavado que traz o equilíbrio como ponto alto.

Além das composições próprias como as modernosas “Do mesmo lugar” e “Rosas no caminho”, a visceral “O desejo” e a cadenciada “Mondo Cane”, também merecem destaque versões atualizadas para “O mistério do samba”, de Fred 04 e Marcelo Pianinho, e a clássica “Juízo final”, de Nelson Cavaquinho e Élcio Soares (imortalizada na voz de Arnaldo Antunes). A produção caprichada ganha mais força com a penca de convidados especiais que participam do trabalho.

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.::. HÁ SEMPRE MÚSICA - Júlio Lima

» Lançamento: Independente

Grande artista, ótimo compositor, criativo - têm centenas de músicas compostas - e já defendeu por anos bandeira de bandas conhecidas no circuito natalense como Boca de Sino e Alcatéia Maldita. Júlio Lima é uma pedra preciosa em lapidação. Visceral e sem papas na língua, suas letras disparam rajadas sobre tudo o que está estabelecido: satiriza a programação enlatada da TV, ironiza a cultura popular ao questionar o que é ser cosmopolita e pergunta a pleno pulmões “Pra onde escapar? Se a violência crescer e o crime se espalhar?”.

Engajado, o poeta também é romântico e seu álbum vem recheado com uma compilação significativa - mostrando as várias faces da mesma fonte musical: essencialmente um artista de rock, Júlio circula pela MPB e não deixa de lado seu lado pop de baladas radiofônicas. Por problemas de patrocínio teve que adiar, em cima da hora, o lançamento oficial do CD “Há sempre música” – show que deveria ter acontecido nesta última sexta 13 (ontem). Vejamos pelo lado positivo e vamos acreditar que o caso dará mais tempo para outras pessoas terem acesso ao trabalho do artista.

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.::. CHA CHA CHÁ - Retrofoguetes

www.myspace.com/retrofoguetes
» Lançamento: Indústrias Karzov

Morotó Slim, Rex e Ch Straatmann no contrabaixo elétrico?? São baianos, o primeiro é guitarrista e juntos fazem um som da pesada: uma coisa meio instrumental, meio rock meio tango, tem percussão, metaleira, surf music à Tarantino, country à velho oeste, polka russa e uma coisa rara de se ver hoje em dia: um cuidado especial com a materialização da música: o encarte é de dar orgulho a qualquer artista. Além do resultado bem produzido do CD, bons instrumentistas, vários convidados, instrumentos diferentes como acordeon, castanholas, guitarra baiana (claro!) e vibrafone, as Indústrias Karzov capricharam nas ilustrações (do baterista Rex) e no acabamento gráfico em papel cartão dessa jóia da música independente brasileira.

O power trio também se garante no palco, quem circulou pelo primeiro dia do Festival DoSol pôde conferir o melhor show da primeira noite – esticado ali, no ato, de 30 para 40 e tantos minutos, para a felicidade geral de cerca de 1,5 mil pessoas que passaram pelo evento no último sábado, dia 7, na Ribeira. Experimente o "Cha Cha Chá" e descubra outros vícios (além da música) do diabinho do desenho.

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.::. VENDO 147 [EP] - Vendo 147

» Lançamento: Big Bross Records

Rock progressivo firme, bem tocado, cheio de guitarras e personalidade, o quinteto baiano Vendo 147 corre por fora com um som envenenado por baterias gêmeas siamesas, onde os bateristas dividem o mesmo bumbo: ficam um de frente pro outro e de lado para o público – grata surpresa da terra do acarajé que fez bonito com o rock instrumental no Festival DoSol 2009.

O EP homônimo, com quatro faixas, que circulou pela Ribeira é como um tubo de ensaio com 15 minutos de tirar o fôlego: gravada em maio deste ano, a experiência (que deu certo) foi importada da Suíça, dos Monsters, e está ganhando forma nas mãos do quinteto formado por Dimmy Drummer e Glauco Neves (bateristas), pelos guitarristas Pedro Itan e Duardo Costa, mais Caio Parish no baixo. Consistente, original e bem executada, a música do Vendo 147 precisa aprender a dar um tempo para o ouvinte se recuperar – detalhe que limita, por exemplo, o tempo da apresentação de bandas do gênero, pela própria dinâmica de virtuosidade da interpretação. Mas o que esperar de uma banda sincronizada por um bumbo clonado.

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.::. CARNAVAL NO INFERNO - Eddie

www.myspace.com/bandaeddie
» Lançamento: Independente

Velha conhecida do público nordestino, e que vem conquistando cada vez mais espaço no cenário nacional, a banda pernambucana Eddie segue firme e forte comprovando que o futuro da música transita pelo chamado mercado independente. Principal atração do Festival DoSol neste sábado (dia 7/11), o quinteto comandado por Fábio Trummer (voz, guitarra e principal letrista) ganhou projeção na grande mídia com a música “Quando a Maré Encher” – interpretada com maestria pela saudosa Cássia Eller e pelos conterrâneos da Nação Zumbi.

Em “Carnaval no Inferno”, Trummer, Alexandre Ureia (percussão e voz), André Oliveira (teclado e trompete), Rob Meira (baixo) e Kiko Meira (bateria), reverenciam o bom balanço do samba-mangue-rock-maracatu e engrossam o caldo da música engajada longe de ser xiita ou enfadonha, pois o principal objetivo é a diversão. Mais reflexivo que o trabalho anterior (“Metropolitano”), o novo álbum critica ‘noiados’ (consumidores de crack) e o imobilismo social sem perder o bom humor. Ouça sem parar, pois não há contra-indicações.

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.::. MENOS COR, MAIS QUEM [EP] - Nuda

www.myspace.com/sitionuda
» Lançamento: Independente

Outra atração pernambucana que também desembarca no Festival DoSol 2009, o quarteto formado por Rapha (voz e guitarra), Artur Dossa (guitarra e violão), Henrique (baixo) e Scalia (bateria e principal letrista), aposta no rock introspectivo e em baladas recheadas por poesia urbana e romântica. Neste primeiro e contemplativo trabalho, o Nuda apresenta uma sonoridade influenciada por bandas como Los Hermanos (RJ) e Mombojó (PE) e, definitivamente, o som do grupo não foi concebido para sacudir o esqueleto - o ouvinte é levado a uma espécie de viagem astral que beira a melancolia.

Essa não é a primeira vez que a banda vem a Natal, mas sem dúvida deverá ser o maior público por se tratar de um festival – e aí é que está o desafio: os rapazes do Nuda serão responsáveis pela transição entre a faceta rock’n roll e o lado ‘maculelê-rocker’ da extensa programação. Inexplicavelmente, ou não(!), “Menos Cor, Mais Quem” foi inspirado pela imponência dos Baobás - espécie de árvore de origem africana: “bastou o simples estar dum Baobá para inspirar essas cucas aqui”, garantem.

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.::. DESORIENTE - Duo de Dois

www.luamusic.com.br
» Lançamento: Lua Music

Alexandre Guerra (sax) e Toni Cunha (piano) foram certeiros ao afirmar que “a idéia do álbum é criar uma trilha sonora para uma cena que ainda não foi escrita”. Compositor e arranjador de mão cheia, Guerra estudou nos Estados Unidos e se especializou na criação de trilhas sonoras para ilustrar ilustra obras audiovisuais. Entre seus trabalhos, destaque para produções dirigidas por nomes conhecidos como Cao Hamburguer (criador do programa “Castelo Rá-tim-bum”) e Jayme Monjardim (responsável por minisséries como “Maysa”) – também assina trilhas para séries internacionais de canais como Discovery e National Geographic.

A dobradinha com o pianista Toni Cunha, outro amante do cinema, vem ganhando forma desde 2005 e o resultado desse entrosamento é a fusão entre a sofisticação de Egberto Gismonti, o samba-erudito de Tom Jobim, com o jazz contemporâneo e pitadas de tango. O CD “Desoriente”, que traz 13 faixas e brinda o ouvinte com uma versão delicada “Stairway to Heaven”, do Led Zeppelin, comprova a qualidade da música instrumental brasileira.

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