www.myspace.com/tangadesereiaoficial
» Lançamento: Papai&Mamãe Produções Artísticas

Amor que se preza tem que ter seu lado brega, exagerado, meloso, sofrido... e a trilha sonora precisa corresponder a altura a toda essa cafonice. Apostando no bom humor e na legítima MMPB (Música Muito Popular Brasileira), a banda pernambucana Tanga de Sereia mostra que fez o dever de casa ao incorporar personalidades de ícones do gênero como Valdick Soriano, Odair José, Lindomar Castilho, Reginaldo Rossi, entre outros.

Neste segundo CD, a banda segue fiel à fórmula ‘tesão + paixão + ilusão + traição + solidão = amor barato e baladas bregas’ – uma sonoridade pontuada por bolero, zuki e tecnobrega, além de fiapos de rock e discotheque. Na linha de frente, Daniela Gouveia (voz) e Paulo Roberto (guitarra, voz e principal letrista) destilam o tom passional e safado dos temas que fazem parte da vida de qualquer pobre mortal. Entre as 14 faixas desta ‘pérola dos cabarés’, destaque para as músicas “Lava”, “Cada qualidade de homem”, “O filho da minha irmã” e “Melô da branquinha”. Ouça sem moderação e não leve muito a sério.

[ link original da crítica na Tribuna do Norte ]


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www.myspace.com/zecafofinho
» Lançamento: Independente

“O disco tem uma tensão muito interessante entre antigo e moderno, raiz e antena, rural e urbano. A textura sonora é muito legal, remete a um monte de coisas bacanas (áfrica, caribe, samba e sertão), mas tem um lance ali muito próprio, original. E gosto muito das canções, com as suas letras fragmentárias bem interessantes. Estou feliz por fazer parte desse trabalho”, descreveu Arnaldo Antunes, que divide a letra e os vocais da faixa título – e quem somos nós para não prestar atenção no que diz o ex-Titã?

Segundo álbum do músico pernambucano Tiago Andrade (Zé Cafofinho), “Dança da Noite” soa estranho na primeira audição, mas logo conquista o ouvinte incauto com sua a voz grave e intensa, que chega escoltada por uma salada apetitosa de ritmos e confere um sabor diferente de tudo (ou boa parte) do que anda sendo produzido no mercado independente de música. Longe do perfil radiofônico e do rótulo ‘mangue’, Zé Cafofinho enfatiza – em suas composições – a urbanidade recifense, os amores de beira de rio e a própria origem. O CD é ideal para quem quer experimentar novas possibilidades sonoras.

[ link original da crítica na Tribuna do Norte ]


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.::. MARIA GADÚ - Maria Gadú

www.mariagadu.com.br
» Lançamento: Slap/Som Livre

Provavelmente, mesmo que por osmose, você já deve ter ouvido Maria Gadú e sua indefectível “Shimbalaiê” – executada à exaustão desde o segundo semestre de 2009. Porém, engana-se quem pensa que o trabalho da jovem cantora e compositora paulistana se resume ao neologismo-pegajoso-de-apelo-radiofônico. Com apenas 23 anos e um visual agressivo que lembra a saudosa Cássia Eller, Gadú vem sendo considerada uma das grandes revelações da nova safra da MPB por sua personalidade e talento.

Revelada para o grande público ao interpretar a clássica “Ne me quitte pas”, do francês Jacques Brel, para a minissérie “Maysa - Quando Fala o Coração” (TV Globo), a cantora também atraiu a atenção de medalhões como Caetano Veloso e Milton Nascimento, detalhe que chancela e credencia a artistas para vôos mais altos. Entre as 13 músicas do CD, uma versão sofisticada e acústica para “Baba” (da dublê de cantora Kelly Key) merece destaque e pode surpreender os mais céticos. Em tempo, o hit “Shimbalaiê” foi composta quando Maria Gadú tinha apenas dez anos.

[ link original da crítica na Tribuna do Norte ]


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.::. APAGÃO ELÉTRICO

Apagão localizado
Tem coisas que não podemos contornar, como a falta de eletricidade nas tomadas justamente na hora que mais precisamos. Pois bem, a quebra de um cabo de alta tensão (ocorrência nº 11785 da Cosern) transformou um HD em cativeiro para as resenhas que deveriam ser publicada na coluna Ondas Curtas deste sábado (dia 23).

No jornal Tribuna do Norte deste próximo sábado (dia 30), não perca comentários sobre os CDs da cantora Maria Gadu, e das bandas
Tanga de Sereia e Zé Cafofinho e suas Correntes.


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.::. VAGAROSA - Céu

www.ceumusic.com
» Lançamento: Urban Jungle / Universal

“Vagarosa”, o segundo disco da cantora e compositora Céu, surpreende pelo sotaque cosmopolita da nova música brasileira: a malemolência do samba se funde com precisão cirúrgica a sonoridade jamaicana e resultam em um trabalho sensorial, repleto de experimentações que embalam aqueles momentos de contemplação despreocupada. Psicodélico e contemporâneo na medida certa, o álbum chega a reboque da ótima repercussão de seu primeiro CD homônimo lançado em 2004, um intervalo que conferiu amadurecimento capaz de catapultar Céu em novas turnês mundiais.

Priorizando a liberdade criativa, “Vagarosa” conta com as participações luxuosas do guitarrista Fernando Catatau (Cidadão Instigado) – nas ‘viajandonas’ “Espaçonave” e “Bubuia” -, de Luiz Melodia na música “Vira Lata”, e de quatro integrantes do combo Los Sebozos Postizos: Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo), Pupillo (bateria) e Bactéria (teclado) em “Rosa, Menina Rosa”, de Jorge Benjor – única versão registrada no disco. “Um pouco de leseira e preguiça não faz mal a ninguém. Caymmi é que estava certo!”, afirma a cantora sem culpa.

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trama.uol.com.br/otto
» Lançamento: Nublu (EUA) / Arterial Music (Brasil)

Inspirado pela frase de abertura do clássico “Metamorfose”, do escritor Franz Kafka, o pernambucano Otto volta à cena com seu (aguardado e independente) quarto CD. Lançado em primeira mão para o público norte-americano (setembro/09), “Certa Manhã...” aterrissa em solo brazuca liquidificando a pegada batuqueira do cantor e compositor com nuances eletrônicas e experimentalismos que esbarram em sonoridades caribenhas. Com fartas doses de melancolia, justificada por uma série de episódios pessoais que influenciaram o resultado final do disco, Otto renova repertório guiado pelo tato e segue por caminhos mais orgânicos – bem diferente do perfil computadorizado visto nos álbuns anteriores.

Produzido em parceria com Pupillo (baterista da Nação Zumbi), o CD soa contemporâneo e moderno sem deixar de lado as origens e tradições que forjaram sua carreira. Das dez faixas, duas são regravações: “Lágrimas Negras”, de Jorge Mautner e Nelson Jacobina, e o samba-canção “Naquela Mesa”, de Sérgio Bittencourt. Entre os convidados, destaque para a cantora Céu e Lirinha (do Cordel do Fogo Encantado).

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.::. IÊ IÊ IÊ - Arnaldo Antunes

www.arnaldoantunes.com.br
» Lançamento: Rosa Celeste

O eterno Titã Arnaldo Antunes lança seu décimo disco solo com um frescor que surpreende ouvintes acostumados com seu estilo tranqüilo e poético. Em “Iê Iê Iê”, o cantor e compositor resgata o conceito do gênero imortalizado pelos Beatles sem ser saudosista, e aposta em uma sonoridade mais dançante – influenciada pela surf music, pelo twist e pela Jovem guarda.

Produzido pelo instigado Fernando Catatau, o disco tem um pé no clima “retrô” e outro na modernidade, que recria uma atmosfera sessentista capaz de fazer a festa de qualquer fã da cultura pop. Escoltado por Edgar Scandurra (na guitarra) e Curumim (na bateria), Arnaldo Antunes divide 90% das composições com parceiros (entre eles os amigos Tribalistas Marisa Monte e Carlinhos Brown) e traz à tona composições antigas e inéditas do tempo que os Titãs ainda tinham “Iê Iê” no nome. “Iê iê iê é uma palavra que não está no dicionário, mas todo mundo sabe o que significa. Como se fosse um nome que se dava ao rock’n roll antes dele se chamar rock’n roll”, garante Antunes.

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.::. IN CONTRAST - The Automatics

www.myspace.com/theautomaticsnatal
» Lançamento: Dia 32 / Noize

“Enquanto muitas bandas passam anos mudando de som e tentando chegar em algum lugar, outras permanecem com ele desde o primeiro acorde. É neste último caso que se encontram os agora trintões dos Automatics, os arautos do guitar-indie-rock potiguar”, define o paraibano (e roqueiro de carteirinha) Jesuino André, editor do site www.ladonorte.net, no texto de apresentação de “In Contrast”, sétimo CD do ex-trio e agora quarteto The Automatics.

Fiéis seguidores do rock britanico, a banda formada por Alexandre Alves (voz, guitarra e capitão do selo Dia 32), Henrique Pinto (guitarra, loops), Augusto Tavares (bateria) e Christiane Pimenta (baixo) canta em inglês, aposta fichas em bons riffs e comprova a tendência melancólica do rótulo britpop. O álbum vem com o sabor especial da maturação, elemento que transmite segurança e as medidas certas de uma inquietação ‘fabricante’ de pano para novas mangas. Entre os destaques, participação do músico Sandro Garcia (da paulistana Continental Combo) na faixa “Other side of silence”.

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» Lançamento: Dia 32 / Xubba Musik / Noize

O selo potiguar Dia 32 começa 2010 atualizado com o lançamento da segunda edição do “Natal Rock”, furiosa coletânea com dez faixas de cinco bandas de rock que circulam na capital do RN. Materializado em parceria com o pessoal da Xubba Musik e do Coletivo Noize (bons exemplos de empreendedorismo cultural no Estado), o CD serve como cartão de visitas para as bandas Bugs, Calistoga (foto), The Automatics e (a de nome quilométrico) Blinders that came from your old tow – justamente a novidade desta coletânea: Blinders... bebe na fonte do ‘oráculo’ britpop e chega na área turbinada por uma pegada psicodélica, ousada.

Novo experimento que reúne ex-integrantes da finada-fogo-de-palha Bandini, a banda também se destaca pela personalidade sonora dos vocais e a performance do baterista – detalhes que conferem sensações visuais ao ouvinte. Letras executadas em inglês dominam a compilação, deixando a responsabilidade de representar o sotaque brazuca com o Bugs – que, inclusive, rouba a cena e é sem dúvida o maior destaque do CD. O quinteto Calistoga também marca boa presença.

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.::. ALMA DE POETA - Esso

www.sitiodoesso.com
» Lançamento: Elephante Registros / Projeto Pixinguinha

A essência é o rock, mas a música do potiguar Esso transcende em “Alma de Poeta” – uma obra sutil e contemplativa produzida com apoio do Projeto Pixinguinha. A partir de uma abordagem romântica e nada ingênua (como muitos poderiam imaginar), o cantor e compositor fecha o ciclo iniciado em 2003, quando o álbum foi idealizado durante encontros com diferentes músicos e poetas - como Pedro Osmar e Celso de Alencar – em um centro cultural paulistano, durante temporada do potiguar na terra da garoa. “Nos encontrávamos num único desejo de dizer poesias envolvidas com música”. Esse desejo, continua o compositor, é “poetizar o cotidiano das pessoas, tornar a poesia além da escuta.”

Melodias existencialistas e o tom reflexivo das letras, características já vistas em trabalhos anteriores, seguem norteando o artista, que faz questão de espetar o imobilismo social e a falta de interesse pelo coletivo, vide a ácida “Sonata de um Soneto” (texto de Alex Nascimento), onde interpreta no tête-à-tête com o piano do músico Lula Alencar. O disco é carinhosamente dedicado a “você” (nós).

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.::. ANO NOVO

Ano Novo - 1º de janeiro
Em virtude do feriado, o jornal Tribuna do Norte não circulou no sábado (dia 2).


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